28 de fevereiro de 2020

o mergulho de Van Gogh

Não sei se sabem, mas mergulhar é uma das minhas ações favoritas. Entre comer, respirar, sentir o sol ou ouvir o mais simples som, encontra-se, também, o mergulhar. Na água ou na arte, o que importa é sentir o toque no corpo. A água pode arrepiar, a arte arrepia e deixa-nos uma sensação duradoura, quer na pele, quer dentro de nós. Entrei, por um bocadinho, no universo do Van Gogh. Já o faço há algum tempo, confesso. A minha primeira experiência com a arte deste homem maravilhoso foi quando era pequenina - sempre me interessei por pintura - e tentei recriar a famosa A Noite Estrelada, sem grande sucesso.  Depois fui deixando que entrasse nas minhas veias, como um veneno lento. Vi o filme "A Paixão de Van Gogh" e também o "No portal da eternidade", que me deixaram ainda mais familiarizada com o pintor e com a sensação de que o teria de salvar e proteger. Ontem, tive a oportunidade de visitar a exposição imersiva, em Belém. Esperava um bocadinho mais, porque idealizei que fosse igual à exposição no resto da Europa, onde existem também projecções no chão e no tecto, dando mesmo a ideia de imersão total. E se é para mergulhar, é para mergulhar. No entanto, passei um bom bocado. É sempre maravilhoso lembrar-me daquilo que mais me inspira. Não vos conto mais, não quero ser spoiler de exposições!


1 comentário:

Cherry disse...

Ah, que bom ter-te de volta à blogosfera! E com um post tão inspirador como sempre o fazes.
Mergulhar é isso mesmo, não é só na água, é na arte, nos livros, no cinema.... Também estou um pouco por dentro do universo do artista, apesar de nunca ter ido a nenhuma exposição dele. Essa parece mesmo ser imersiva <3.
Beijinhos
Blog: Life of Cherry