so much time on the other side

20 de abril de 2019

Vejo pessoas de punhos cerrados. Olhos fechados. Bocas tapadas. Vejo sentimentos presos e braços que querem dançar mas não podem. A consciência do ser e fazer é o que nos liberta, e é quando sabemos que estamos a agarrar-nos com muita força que nos podemos soltar. Soltar das nossas mentes, dos nossos músculos que nos prendem e não nos deixam falar. Seremos todos mais livres se dos nossos braços fizermos penas e das nossas mentes caixas abertas. Melhor ainda, nuvens, consistentes mas que se dissolvem e se adaptam às situações. Quero mais mãos abertas para que os pensamentos voem e façamos algo lindo, como deixar que as mãos falem por nós. Como dançar. Deixar que tudo saia, tudo entre. Sempre sem medos, de olhos abertos, mãos abertas, braços abertos. Não sabemos que somos dançarinos até o permitirmos. 



fotografias: Joana César 


1 comentário:

Inês Sucena disse...

As fotografias são sempre espantosas, fico sempre super fascinada!