20 de setembro de 2018

who run your world?





Espero que a vossa resposta ao título desta publicação seja "eu!". Só vocês é que têm controlo do vosso mundo, só vocês é que podem e devem ter mão do mesmo. A vida torna-se mágica quando percebemos o nosso poder. A nossa capacidade de liderança. Não há nada a temer. Apenas temos de respirar fundo, colocar o nosso melhor sorriso, a nossa melhor peça de roupa - aquela que nos faz sentir umas autênticas rainhas -, e, acima de tudo, libertar a nossa mentalidade e usá-la da forma mais bonita possível. Quando queremos, somos capazes, independentemente de números, cores, feitios, capacidades. Se tu não comandares o teu mundo, alguém vai comandar por ti, e este vai deixar de ser teu. Nunca deixes que isso aconteça, e desfila por aí como se não houvesse amanhã e estivesses prestes a fechar o negócio multimilionário com que sempre sonhaste, como se estivesses a comer o melhor donut à face da terra, ou, simplesmente, como se estivesses a reinar o mundo. O teu mundo. 


19 de setembro de 2018

alguém falou que ela dança num bar da beira do cais



Este ano está a ser aquele com menos publicações na história do blogue. Sempre me esforcei para publicar constantemente - nunca foi um esforço com conotação negativa, visto ser a coisa que mais amo fazer à face da terra. Comecei a ver os números a descer, a escrita a ser menos frequente, bem como as sessões de fotografias a looks. A meditar um pouco sobre o assunto, percebi que não era por mal, mas simplesmente porque estava a viver fora da internet. A explorar novos sítios, a explorar novos gostos, a explorar melhor o que sou. 

É rara a pessoa que, hoje em dia, não tem uma personagem virtual, uma morada à distância de um click e uma vida exposta ao mundo. Faço parte desse grupo, é verdade. Este verão afastou-me um bocado do blog, simplesmente porque estava a viver. Muitas das vezes, nem me lembrava de fotografar o que estava a acontecer - ou até de captar algo pela sua beleza, como tanta vez faço. Fui a festivais, fui de férias, concentrei-me em acabar de ver as séries que tinha em falta. Fui ver o pôr do sol. Fui fazer aquilo que sempre se fez antes de a internet aparecer - sem a necessidade de registar. 

O melhor de tudo isto foi perceber o equilíbrio que tenho de ter para sustentar o meu trabalho virtual e a minha vida offline. Sometimes it takes losing everything you thought you needed to gain everything you ever wanted. Neste caso não perdi, apenas vivi sem durante um bocado. Voltei com mais inspiração e com vontade de mudar o blog, como já devem ter percebido, também. Estas fotografias têm um mês. Quando as tirei, não pensei utilizá-las para escrever algo assim. Cá estou eu, para fazer mais e melhor, como sempre prometi! O mundo tem muito para nos dar, por isso, é bom dar de nós também ao mundo. 




18 de setembro de 2018

Dancing Queen, feel the beat from the tambourine





 Sabem quando veem um filme e começam, automaticamente, a viver dentro dele? Compreendem as personagens como ninguém, desejavam conseguir estar dentro daquela realidade e todos os cenários, guarda-roupa e pequenos pormenores são uma maravilha aos vossos olhos. Abandonam a sala de cinema com aquela sensação de que deixaram um bocadinho da vossa alma no banco onde estavam sentados. Se viram as fotografias atentamente, sabem bem do que estou a falar. 
Mamma mia, my oh my! Exatamente. O musical. Assim que o segundo filme saiu, corri para as salas do cinema, como boa fã dos ABBA que sou, bem como do primeiro filme. As semanas que se seguiram foram totalmente inspiradas pelo guarda roupa do filme: jardineiras, peças soltas, cores pastel e muita, mas mesmo muita vibe hippie chic

A verdade é que a Donna sempre foi a minha personagem favorita do Mamma Mia, não só por ter uma alma incrivelmente livre mas também por ter um gosto peculiar com o qual me identifico bastante. No segundo filme, em que vemos a juventude da Donna, conseguimos perceber que ela não se molda com a sociedade nem com os seus estereótipos e que não é a típica rapariga de vestido, bem comportada. Adorei vê-la de jardineiras - aquela peça bem característica da personagem - e, por isso mesmo, aqui estou eu, numa adaptação à la heaven rose da Donna Sheridan. 
O que acham? Também vibram com o Mamma Mia como eu?

14 de setembro de 2018

kind of girl who's gonna make you wonder

Já vos mostrei este look com fotografias tiradas durante a noite. Agora, trago-vos o mesmo, mas com mais luz, aquele fator que faz totalmente a diferença. Por vezes, é a luz que me ajuda a ver o bonito que há numa peça e a querer comprá-la. Sinto isso imensas vezes quando vou experimentar roupa num provador, e, por vezes, os holofotes podem ou não beneficiar a peça no nosso corpo. Tanto posso sentir que me assenta perfeitamente quando experimento no provador e depois odiar quando vejo à luz do dia, como vice versa. Neste caso, foi um win win




it's enough to be young

Acho de uma brutalidade incrível como às vezes repetimos o passado sem sabermos. Ontem, estava a folhear um álbum de fotos antigo, da altura do namoro dos meus pais. Do século passado, portanto. Qual foi o meu espanto quando vi a minha mãe de saia azul e camisola preta atada na zona do umbigo. Pensei imediatamente neste outfit, que fotografei no CCB. Na fotografia, a minha mãe estava ao colo do meu pai, super feliz. Passadas tantas décadas, o outfit repete-se, a felicidade também, embora que noutro contexto. Neste dia tinha ido jantar com a Marta Sobral, com a Helena Martins, com a Mariana Gemelgo e com a Mafalda Moura ao Popolo, no Cais do Sodré. Tivemos uma das melhores noites de sempre, com confidências, riso até mais não, e muita pizza. Algo que vou recordar daqui a muitos anos e repetir, tanto o dia como a roupa!


Casaco: Primark | Calças: Moose 


9 de setembro de 2018

make it special


 A magia de fotografar em analógico recai, principalmente, na espera que é necessária para vermos o resultado. As coisas boas demoram tempo a chegar, they say. Num mundo em que tudo é instantâneo, é bom ainda existir algo que nos faça parar, esperar, acalmar. É o passado a dar-me um pouco do passado. Penso muitas vezes em como teria gostado de viver noutros tempos, onde os costumes eram diferentes e onde se dava um valor diferente a todas as coisas. Sinto que o mundo ficou muito material, onde tudo se consegue de forma banal, e que, antigamente, cada coisa ou objeto era mais complicada de obter, proporcionando-lhe muito mais valor. Talvez seja por isso que cada fotografia tirada com uma analógica seja mágica para nós, humanos do século XVI. 

fotografias por Beatriz Geada 

3 de setembro de 2018

let me take you down, cause I'm going to strawberry fields

Enquanto escrevo, ouço Beatles. Certamente era a banda que tinha na cabeça enquanto estava a fotografar, pelo menos é o que as vibes desta sessão me dizem. Um certo groove, um certo ar de adolescente. No fundo, eu até gosto de parecer uma moça nova, até porque é isso que sou, não é verdade? Quando digo que tenho 21, há quem diga imediatamente "não parece nada, pareces mais nova!", o que daqui a alguns anos me vai dar muitas alegrias - e poucas rugas. Umas jardineiras dão sempre um ar jovial, é bem verdade, mas a forma como as vestimos contribui sempre muito. A forma como vestimos e a forma como damos vida ao que vestimos, claro. Da minha parte, sempre com muita energia, e, neste caso, a cantarolar a Strawberry Fields Forever, uma das minhas músicas preferidas do quarteto britânico mais gingão.