12 de dezembro de 2018

ad infinitum


Um indo e vindo infinito 
de felicidade.
são
as ondas da vida
que trazem tudo
levam tudo
e nos ensinam
que podemos escolher 
o que fica
na costa.




10 de dezembro de 2018

RECOMENDAÇÃO DO DIA: THE HAUNTING OF HILL HOUSE

Adoro partilhar com vocês as séries e filmes que vejo. Sou uma viciada, principalmente em filmes, então decidi começar a escrever mais frequentemente sobre o que vejo e recomendo! 

Para estrear esta série de recomendações, venho falar-vos de The Haunting of Hill House. Baseada no romance de Shirley Jackson, esta série de terror psicológico, produzida pela Netflix e adaptada por Mike Flanagan, tem dez episódios de pura magia assustadora que nos prendem ao ecrã de forma irresistível. É uma série que nos ensina que fantasmas são o passado, o presente, a nossa mente, e também segredos, principalmente. 




Em 1992, durante o verão, a família Crane - Hugh e Olivia, os pais, e Theodora, Steven, Shirley, Eleanor e Luke, os filhos -, muda-se temporariamente para a Hill House, uma mansão que querem restaurar para mais tarde vender. 

Eleanor e Luke são gémeos e têm uma sensibilidade incrível, fora do normal, sendo que desde pequenos têm uma ligação com o paranormal. O que um sente, o outro sente. Theodora é igualmente sensível, porém mais racional, tendo uma especial tendência para tentar compreender os comportamentos do ser humano e explicá-los. Shirley sempre foi uma criança muito adulta e revelou-se uma pessoa que lida com as emoções de uma forma mais distante. Steve é o irmão mais velho e o mais cético de todos, não acreditando em nada do que a casa esconde ou a família vive e sente, o que o torna um pouco a ovelha negra da família, visto que essa atitude pode causar desacatos. 

A série passa-se em dois tempos: no presente e no passado. Numa espécie de puzzle complexo, tal como é a mansão Hill House, esta série tem uma encruzilhada de eventos que nos fazem pensar, tentar juntar as peças e viver as situações das personagens de uma forma intensa. Devido a várias situações paranormais, a família abandonou a casa após viver lá durante um tempo. Passados 26 anos, a casa ainda assombra esta família e a prende ao passado.

Não é a típica série/filme de terror em que conseguimos prever o que vai acontecer - até porque não há jumpscare a toda a hora. Para além disso, ao longo de cada episódio conseguimos encontrar fantasmas escondidos (mãos, caras, corpos) que apenas olham para as personagens mas que, sem dúvida, nos conseguem assustar caso os consigamos encontrar, visto que não são muito percetíveis. Posso aqui revelar que quando encontrava estes fantasmas escondidos me assustava muito mais do que com outras cenas um pouco mais intensas. Há algo de místico e misterioso em ver algo que não pertence à cena a olhar de forma aterradora para nós ou para as personagens. 





É impressionante compreender o que apenas uma casa pode fazer a uma família. Ver como o ser humano lida com alguns problemas e também com o paranormal. A primeira temporada já acabou e vê-la toda de seguida foi uma delícia, deixando-me ansiosa por mais!

E vocês, conhecem ou já viram Haunting of Hill House?



19 de novembro de 2018

OFF AND ON

internet cresce exponencialmente a cada minuto. O que hoje é moda, amanhã é esquecimento profundo. Os gostos mudam como as estações do ano. Manter este passo é complicado e pode ser exaustivo, principalmente para quem cria conteúdo. 

Fotografias: Catarina Pires 



Ando por aqui desde 2012. Uma altura em que não havia ganhos com publicações, os blogues eram criados com a intenção de expandir as paixões que temos e de as exprimir para o mundo. Não importava se criávamos um conteúdo e não ganhávamos com isso: essa realidade de se ser pago não existia. Tirávamos fotografias com pouca qualidade e ainda assim faziam as delícias de quem nos lia, porque o conteúdo estava lá.Vocês percebem. Era diferente. Hoje só se cria se for pago. Criam-se blogues e canais de youtube para que se atinja um patamar de reconhecimento que, de certa forma, é muito desejado hoje em dia. 

Já não basta fazer. Tem de ser excelentemente bem feito. A oferta, neste mundo, é tanta, que tens de fazer mais e melhor, todos os dias.

Para ser sincera, tenho sentido um pouco essa pressão - apesar de ainda não ter entendido se sou eu que a coloco em mim mesma ou se é o mundo virtual que exige muito e fico com este sentimento. Tudo isto levou a que tivesse um bloqueio criativo nos últimos tempos: tudo o que fazia ou criava não era bom o suficiente para mim. Sempre fui exigente com o meu conteúdo e sempre tentei fazer o melhor, mas desta vez foi ao extremo. Sinto-me como se estivesse a correr atrás de um comboio que não consigo acompanhar e, eventualmente, paro para descansar. O melhor de tudo é que vem outro comboio a seguir - já descansei, já estou pronta para o apanhar. Posso chegar atrasada, mas vou chegar. 

Para além disto, o mundo dos blogues é também como uma grande secundária. Toda a gente se conhece, mas, ainda assim, existem grupos onde só podes pertencer se te identificares, tiveres estatuto e agires da mesma forma. Podes ser a melhor, mas se tiveres um estilo diferente, não pertences. Bem, desde sempre que este é um hábito comum no mundo, já se sabe. À conversa com um amigo meu, ele disse-me que o caminho para o sucesso tem duas vias: seres tu mesma, criares o teu estilo e demorares o tempo necessário a teres os teus fins ou teres um estilo igual ao de alguém e chegares rapidamente devido a identificação e associação pessoal. Este foi um assunto com o qual me debati durante muito tempo. Não percebia porque é que, talvez, o meu blogue  não estivesse a ter o alcance que eu desejava. Porque é que me sentia a ficar para trás. Meditei. Pensei no que queria. Ser eu, sempre eu, inteira, não às metades, não outro alguém. 

Quando os verbalizamos, os nossos pensamentos podem perder muito sentido ou podem guiar-nos por estradas que até então estavam fechadas. É normal passar por bloqueios criativos e não acreditarmos no nosso trabalho por breves momentos, mas somos tão jovens e temos tanto para dar. Eu tenho tanto para dar. Não quero parar nunca, e não posso deixar que um pensamento me pare. Hoje, lembro-me a cada segundo que uma pessoa é melhor do que nenhuma (1>0) e, por isso, já faz muito sentido eu ter este blogue. 


18 de novembro de 2018

o que fazer quando tudo parece demasiado

A mente por vezes não aguenta tudo, e fazer uma pausa é importante - principalmente, saudável. Quando há muito barulho, muito a fazer, tudo nos parece demasiado e queremos apenas parar o mundo, podemos criar um processo que nos ajude a desacelerar. Foi o que decidi fazer. É uma forma de clicar no botão STOP  da vida, fazer com que tudo fique um bocado mais calmo, e, por breves momentos, não há julgamentos, não devemos nada ao mundo, existimos apenas com a nossa mente e com aquilo que nos relaxa. É importante termos o nosso safe space, aquele que ninguém pode invadir e para onde podemos sempre voltar quando estamos em apuros. 

Vou partilhar com vocês esse mesmo processo, para que possam, caso queiram, adaptar à vossa própria maneira de parar o mundo, ou até mesmo criar o vosso processo. Quero relembrar de que tenho a noção de que cada pessoa funciona de forma diferente, então isto não é, de todo, uma receita que estou a querer transmitir, mas sim o meu método. 





1. Cria o teu espaço de conforto 

Quando lês esta frase, qual o espaço que te vem à cabeça? Caso te tenhas lembrado de algo (como por exemplo o teu quarto) então é esse o teu espaço de conforto, o teu porto seguro. Torna-o no espaço mais confortável que consigas. Reúne as tuas memórias favoritas e expõe-nas, quer seja nas paredes, na cómoda, ou até mesmo como marcador do teu livro favorito. Apesar de o teu quarto, neste exemplo, ser o teu espaço de conforto, é a divisão da casa onde passas mais tempo, a verdade é que se vai tornar num espaço ainda mais mágico e especial quando precisares de espairecer. Vai ser o teu manto da invisibilidade, por isso, torna-o no melhor que conseguires - o teu melhor. Para além do quarto, imagina que o teu espaço de conforto também pode ser a sala ou até mesmo um jardim, por exemplo. 

2. Tem uma playlist para estes momentos 

A maior parte das vezes não sei o que me apetece ouvir. Por tentativa e erro, experimento playlists para compreender qual é o meu mood nesse momento. Mas quando se quer parar o mundo, há que ter um conjunto de músicas específico. É a música que nos ajuda a descomprimir, a limpar o cérebro. Como uma amiga que nos está a reconfortar e a dizer as palavras que devemos e queremos ouvir.
Criei uma playlist para estes momentos: "quando queres parar o mundo".





3. Bebe algo que te aqueça 

Beber algo quente consegue acalmar-nos de uma forma mágica. Não faz os problemas desaparecerem, mas é sem dúvida terapêutico. Um chocolate quente, um chá, um cappuccino. As opções são para todos os gostos, para toda a hora e momento. A acompanhar, imagina o teu bolo favorito ou uma tosta quentinha. 


4. Limpa o teu espaço 

Pode parecer que não, mas isto ajuda. Quando tudo à nossa volta está desarrumado - do nosso pensamento à nossa casa -, é bom começar a limpar por fora para podermos ter uma melhor organização do nosso espaço e consequentemente das nossas ideias. Claro que nem sempre existe motivação e é preciso fazer um esforço extra, mas faz parte do processo. Sempre que estou um pouco mais chateada ou sem orientação num certo dia, tento arrumar o que conseguir do meu quarto, limpando duas coisas de uma só vez, o meu espaço e a minha cabeça. 





5. Mindset 

A nossa mente controla-nos a 100%. Acontece que a nossa mente somos nós próprios, por isso é bom manter isso como ponto assente e tentar controlar os nossos pensamentos ao máximo, não deixando que o mau tome partido e canalizando a energia. Atrai bons pensamentos, acredita que tudo vai melhorar e o que está a acontecer é apenas temporário. Lembra-te dos teus dias muito bons e foca-te em repetir o que sentiste nesse dia. Um passo de cada vez. Lembra-te que, provavelmente, já passaste por isso antigamente - e sobreviveste - por isso vais conseguir desta vez também. Respira, expira. 

6. Desliga as redes

Muito do barulho constante que temos dentro de nós é também causado pelo tráfego virtual que acontece durante 24/7 nas nossas vidas. Não faz mal demorar a responder a uma mensagem, a um e-mail, não verificar o insta a cada cinco minutos - a verdade é que não vamos perder nada se desligarmos as redes durante um bocado. O mundo vai continuar igual, mas nós, com certeza, vamos ficar um bocadinho melhores. 

7. Ready, Set, Movie! 

Se há coisa maravilhosa no cinema, é a sua capacidade de nos fazer esquecer a realidade por, mais ou menos, noventa minutos. Durante esse tempo, estamos entregues à sétima arte, que prometeu cuidar de nós e entreter como se fossemos crianças deixadas no infantário. Os nossos olhos estão fixos no ecrã, a reparar em todos os detalhes, e, do nada, mergulhamos na tela e vivemos o drama com as personagens. Há tantos filmes no mundo, que é impossível não haver um filme para todos os gostos, até para os mais peculiares. Faz essa pausa e vais ver que tudo fica mais calmo, e, quiçá, surgirá um momento de criatividade inspirado pelo filme. 


8. Momento warm

Toma um banho quentinho. Cuida de ti. Perfuma-te, penteia-te, lava bem o rosto. Fica um bocado na cama ou no sofá, o tempo que precisares. Com a tua manta preferida, o teu pijama que te lembra a infância e umas meias daquelas que só dá para usar em casa. Acende a lareira, caso esteja frio. Sente a textura quente do cobertor, acende uma vela e aproveita o momento. Vai fazer a diferença. 



Estas são algumas das coisas que faço quando sinto que preciso de uma pausa. Relembro que são apenas sugestões e que não são a opção de toda a gente, mas comigo funcionam, nem que seja por um bocado! E vocês, têm alguma técnica para parar o mundo?




16 de outubro de 2018

UMA HISTÓRIA SOBRE CONEXÃO

Quando foi a última vez que respiraste ar puro, aquele ar que quase te perfura de tão cristalino que é? 
Quando foi a última vez que cheiraste a terra molhada, que reparaste no crescimento de uma árvore ou que paraste para observar o mar, tudo isto sem o telemóvel na mão, sem o registares? Antigamente, quando os computadores e a rede surgiram, ficávamos entretidos durante uma hora ou duas para fugir à vida real. Era o recomendado, dentro do saudável. Lembro-me de ler as instruções da Playstation, também, onde era explícito que demasiadas horas em frente ao ecrã podiam ser perigosas. Eu, criança, ficava consciente do perigo - sabia que não o podia fazer em excesso. Agora, temos de sair à rua para fugir à vida virtual. É complicado não estarmos conectados. O pior é que quanto mais estamos conectados a um mundo, menos estamos a outro. Quero conectar-me ao real. Não respirar apenas o ar puro: senti-lo. Quero ler mais e mais, dar a mão às artes, que são a estrada do divino - porque as artes não julgam, não possuem formas, cores, conceitos. Elas existem apenas, e ligam-nos ao universo de uma forma desenvolvida. Abrem-nos a mente para todo o pequeno detalhe. A sensibilidade. A razão. Quanto mais conscientes somos, mais conectados podemos estar. Quero conectar-me, partilhar, gostar. Tudo ao vivo e a cores. 

                                                                                    
                                                                                                  Fotografias: Joana César



4 de outubro de 2018

a forma como vemos o mundo



Ainda me lembro de como era conhecer o mundo sem ser através de um ecrã de telemóvel. Sem passar os dedos de forma veloz num suporte de vidro inanimado. Sem ter acesso imediato, quando quisesse, onde quisesse. As culturas eram quase como algo místico, pertences do seu país que estavam dentro de cofres, inalcançáveis pelos forasteiros. Se queria conhecer mais, tinha de procurar bem, estudar, pesquisar com a ajuda das dezenas de livros que tinha em casa sobre o mundo. Fascículos que adorava colecionar sobre o universo, sobre o mundo, sobre tudo. Perdia-me nas páginas grossas que cheiravam a papel antigo, um dos melhores cheiros de sempre.
Os livros foram os meus melhores amigos de infância e a minha forma principal de saber o que está lá fora, para além das abstratas fronteiras que separam o nosso país do mundo. As ilustrações ajudavam-me a expandir a imaginação e a tentar criar uma imagem real com o que via, quase como uma magia em que de uma folha surgia um cenário real. As fotografias confirmavam o que imaginava. E, assim, construí a imagem que tenho do mundo. 

No quarto ano tive o meu primeiro telemóvel, mas em nada se parecia com um smart phone. Era um telemóvel mais pesado do que o peso total das minhas mãos e os meus pés, juntos. Um telemóvel que só me entretinha através do jogo Bounce. No ensino básico, acredito que no oitavo ano, tive o meu primeiro telemóvel touch. Usava-o principalmente para fotografar. Hoje em dia, pouco mudou. Os usos que faço deste pequeno aparelho não mudaram muito mas tornaram-me mais perto do mundo, com os seus pontos positivos e negativos, claro. 

O telemóvel tem sido a principal ferramenta para sair de casa sem passar da ombreira da porta principal. Conhecer pessoas, dar uma volta ao mundo sem precisar de 80 dias, tudo à distância de um click. De qualquer das formas, adorava que as coisas não se processassem desta forma e que tivessem o seu equilíbrio, algo com que me debato muito no meu dia a dia. Procuro afastar-me desta forma tão próxima que temos uns dos outros. Há um episódio de How I Met Your Mother  em que o Ted tem um encontro marcado com uma rapariga. Contrariando todas as suas ações passadas, o Ted promete a ele próprio que não a iria pesquisar nas redes sociais, de forma a puder descobrir por si próprio como ela era, sem truques e sem condicionamentos. Se ele pesquisasse, poderia facilmente encontrar um tema para falar com ela durante o jantar, mas, ao mesmo tempo, estaria condicionado e já não haveria muito para descobrir. Com isto, quero apenas refletir sobre o facto de criarmos constantemente imagens, conceitos, pensamentos e até mesmo opiniões apenas e simplesmente com base naquilo que vemos através da janela virtual. É excelente podermos conhecer tanto, tão facilmente. É mesmo. Porém, quão melhor será irmos à descoberta, voltarmos ao papel, aos livros, e, até mesmo, à sensação de ir a uma floresta, de sentir a água gelada, de ver o mundo através da nossa própria janela - os nossos olhos -, e podermos apreciar, em primeira mão, sem opiniões, reviews, listas ou ranks

A forma como vemos o mundo pode partir do nosso universo cerebral se assim o permitirmos, equilibrando as ferramentas que construímos ao longo dos séculos e que nos ajudam para tal com o ato mais importante de tudo isto: viver. 


Fotografias: Joana César 


20 de setembro de 2018

who run your world?





Espero que a vossa resposta ao título desta publicação seja "eu!". Só vocês é que têm controlo do vosso mundo, só vocês é que podem e devem ter mão do mesmo. A vida torna-se mágica quando percebemos o nosso poder. A nossa capacidade de liderança. Não há nada a temer. Apenas temos de respirar fundo, colocar o nosso melhor sorriso, a nossa melhor peça de roupa - aquela que nos faz sentir umas autênticas rainhas -, e, acima de tudo, libertar a nossa mentalidade e usá-la da forma mais bonita possível. Quando queremos, somos capazes, independentemente de números, cores, feitios, capacidades. Se tu não comandares o teu mundo, alguém vai comandar por ti, e este vai deixar de ser teu. Nunca deixes que isso aconteça, e desfila por aí como se não houvesse amanhã e estivesses prestes a fechar o negócio multimilionário com que sempre sonhaste, como se estivesses a comer o melhor donut à face da terra, ou, simplesmente, como se estivesses a reinar o mundo. O teu mundo. 


19 de setembro de 2018

alguém falou que ela dança num bar da beira do cais



Este ano está a ser aquele com menos publicações na história do blogue. Sempre me esforcei para publicar constantemente - nunca foi um esforço com conotação negativa, visto ser a coisa que mais amo fazer à face da terra. Comecei a ver os números a descer, a escrita a ser menos frequente, bem como as sessões de fotografias a looks. A meditar um pouco sobre o assunto, percebi que não era por mal, mas simplesmente porque estava a viver fora da internet. A explorar novos sítios, a explorar novos gostos, a explorar melhor o que sou. 

É rara a pessoa que, hoje em dia, não tem uma personagem virtual, uma morada à distância de um click e uma vida exposta ao mundo. Faço parte desse grupo, é verdade. Este verão afastou-me um bocado do blog, simplesmente porque estava a viver. Muitas das vezes, nem me lembrava de fotografar o que estava a acontecer - ou até de captar algo pela sua beleza, como tanta vez faço. Fui a festivais, fui de férias, concentrei-me em acabar de ver as séries que tinha em falta. Fui ver o pôr do sol. Fui fazer aquilo que sempre se fez antes de a internet aparecer - sem a necessidade de registar. 

O melhor de tudo isto foi perceber o equilíbrio que tenho de ter para sustentar o meu trabalho virtual e a minha vida offline. Sometimes it takes losing everything you thought you needed to gain everything you ever wanted. Neste caso não perdi, apenas vivi sem durante um bocado. Voltei com mais inspiração e com vontade de mudar o blog, como já devem ter percebido, também. Estas fotografias têm um mês. Quando as tirei, não pensei utilizá-las para escrever algo assim. Cá estou eu, para fazer mais e melhor, como sempre prometi! O mundo tem muito para nos dar, por isso, é bom dar de nós também ao mundo. 




18 de setembro de 2018

Dancing Queen, feel the beat from the tambourine





 Sabem quando veem um filme e começam, automaticamente, a viver dentro dele? Compreendem as personagens como ninguém, desejavam conseguir estar dentro daquela realidade e todos os cenários, guarda-roupa e pequenos pormenores são uma maravilha aos vossos olhos. Abandonam a sala de cinema com aquela sensação de que deixaram um bocadinho da vossa alma no banco onde estavam sentados. Se viram as fotografias atentamente, sabem bem do que estou a falar. 
Mamma mia, my oh my! Exatamente. O musical. Assim que o segundo filme saiu, corri para as salas do cinema, como boa fã dos ABBA que sou, bem como do primeiro filme. As semanas que se seguiram foram totalmente inspiradas pelo guarda roupa do filme: jardineiras, peças soltas, cores pastel e muita, mas mesmo muita vibe hippie chic

A verdade é que a Donna sempre foi a minha personagem favorita do Mamma Mia, não só por ter uma alma incrivelmente livre mas também por ter um gosto peculiar com o qual me identifico bastante. No segundo filme, em que vemos a juventude da Donna, conseguimos perceber que ela não se molda com a sociedade nem com os seus estereótipos e que não é a típica rapariga de vestido, bem comportada. Adorei vê-la de jardineiras - aquela peça bem característica da personagem - e, por isso mesmo, aqui estou eu, numa adaptação à la heaven rose da Donna Sheridan. 
O que acham? Também vibram com o Mamma Mia como eu?