DISARONNO WEARS MISSONI

28 de outubro de 2017

Quando a moda se mistura com outras vertentes o resultado acaba por ser sempre bom. A Disaronno aliou-se à prestigiada marca de moda Missoni, inconfundível pelo seu padrão zig zag para criar um produto único. 
"Disaronno wears Missoni" é mais uma das parcerias realizadas pela Disaronno, que, anualmente, convida uma prestigiada marca de moda italiana a "vestir" as garrafas de licor. Já aceitaram o desafio casas como a Versace, Moschino, Cavalli e também Etro.
 Fui ao lançamento desta edição especial no Level Eight, o topo de um prédio - um dos conceitos mais in do momento. Ver o pôr do sol de um sítio tão alto e com vista para toda a cidade de Lisboa é de cortar a respiração. Senti-me privilegiada. Estava num sítio bonito, com a minha melhor amiga, com o pôr do sol, boa música e um ambiente descontraído e relaxante. Um excelente final de tarde! Fiquei com uma garrafa para mim, em miniatura, e já a uso como decoração. O que acham do design feito pela Missoni para a Disaronno? 





a rose is a rose is a rose

25 de outubro de 2017

Por mais outfits que já tenham passado pelo meu blog ou pelo meu corpo, parece-me que este é aquele que mais berra a minha identidade. Mesmo sendo tão simples - uma camisa, umas calças pretas e uns botins - foi esta a minha escolha para o último dia da ModaLisboa. Já se sabe, em excesso até, que os detalhes fazem a diferença. Achava eu já estar farta de bordados e de rosas - por tanto se ter visto por aí - quando desencantei esta camisa lá do fundo do armário. É uma boa opção, principalmente quando se quer ir simples da parte de baixo, tal como me apeteceu neste dia. 
Tinha as botas por estrear há muito tempo: comprei-as no verão. Esperar pelo outono para as ter seria uma tortura a que não me queria submeter - acabou por ser pior ter de olhar para elas todos os dias e perceber que ainda estava demasiado calor para as usar. 
Mais uma vez, less is more



Shirt from SheIn | Boots from Stradivarius | Jeans and Bag from Heaven's | Sunglasses from GiantVintage 


no moral compass pointing due north, no fixed personality

21 de outubro de 2017

Chateia-me o banal. Chateiam-me as regras, a rotina e tudo aquilo que me prende. Nunca gosto de fazer o que é suposto. Para mim, são poucas as coisas no mundo que são o "suposto" - porque é algo que depende de cada um de nós e da nossa realidade. Se me dizem que não é suposto misturar x com y a única pergunta que me surge é "onde está escrito tal coisa?". Porque somos livres de misturar o que quisermos e neste dia senti esta rebeldia de pensamento mais do que nunca. Ia para o segundo dia do Moda Lisboa e não sabia o que vestir, para variar. Lembrei-me de uma série de combinações que certamente iam ser muito in e muito é tal e qual isso que o pessoal quer e espera ver porque o fast fashion assim sugeriu - mas não me apetecia nada disso. Apetecia-me ser eu mas de uma forma mais acentuada. Há que aproveitar. E nem é todos os dias que se vê sandálias de salto alto com uma camisola da NASA, mas, para mim, foi mais do que o suposto. 



Shirt and Bag from Primark | Skirt from Pull&Bear | Sandals from Seaside

I never knew daylight could be so violent

19 de outubro de 2017

Tenho um fascínio especial por palavras únicas. Como a saudade, de Portugal. Como o hygge, da Dinamarca. Como a komorebi, do Japão. Palavras que definem um sentimento ou algo de uma forma curta e direta. É engraçado perceber como as diferentes culturas e países sentiram a necessidade de ter uma palavra para definir algo - como se tornasse esse algo ainda mais "deles". A saudade é uma coisa tão portuguesa, tão nossa. Todo o mundo a sente mas, talvez o nosso povo, com os descobrimentos, não tenha descoberto apenas novos continentes como também a saudade. Komorebi  é a palavra japonesa para a luz que passa por entre as folhas das árvores. Na natureza há muita coisa mágica e esta é apenas mais uma. Uma delícia para os nossos olhos. Aproveitar essa luz para fotografar é ainda mais maravilhoso. Este recanto é um jardim no centro de Lisboa que fica escondido da confusão e onde gosto de ir às vezes para descontrair um pouco. Desta vez, foi o cenário ideal para tirar fotos. 




Sequin Shirt from Zara | Denim skirt from HERE | Shoes from H&M 


When The World Was At War We Kept Dancing

18 de outubro de 2017

Não, não se enganaram no blog. Não, não tenho uma irmã gémea com cabelo mais escuro. Esta pessoa aqui em baixo sou eu, depois de me ter cansado de ter o cabelo claro. O problema é que já nem era uma cor bonita, era apenas o conjunto de todos os erros capilares que já fiz na vida. Quis livrar-me disso e escolhi dar um ar uniforme ao cabelo, de uma vez por todas. Até porque é o que esta altura do ano pede: mudança. 

Quanto ao conjunto, tenho a dizer que é um dos meus preferidos de ultimamente. Quando encomendei este casaco não me lembrei da dificuldade que é conjugar um padrão deste género. Ainda por cima eu, que mal uso polka dots. Tenho sempre uma certa inclinação para coisas difíceis ou que nem sequer estão na moda - porém, é um desafio que gosto de aceitar. Vivemos num mundo tão visual, onde os conteúdos nos são dados constantemente, que por vezes fugir à regra é complicado. Quando consumimos conteúdo visual muito idêntico a nossa inspiração por vezes vai por água abaixo. Na minha opinião, é algo que acontece muito devido às tendências, pois estamos sempre a ver pessoas diferentes com as mesmas roupas. Não critico, também eu gosto das peças tendência, claro. Ainda assim, o esforço mental para criar algo diferente pode ser maior mas no final vale a pena. E talvez tenha sido por isso que senti mais dificuldade em combinar uma peça que ultimamente não é das que mais se usa. Mas não se preocupem muito com isso, desde que gostem do que usam, estão sempre na moda!



Blazer from HERE  | Pants (c/o) HERE |  Sneakers from Lacoste (JD Sports) | Vintage Shirt | Bag from Heaven's

Fotografia por Diogo Direitinho

because in my dreams we are still together

15 de outubro de 2017

A intenção era ir ao Festival da Sapateira, em Santa Cruz. Decidido à última da hora e com nada planeado, cheguei a esta terra à beira mar plantada - uma plantação daquelas rebeldes mas perfeitas. Distraí-me com o que encontrei muito facilmente e a intenção perdeu-se algures entre uma varanda com uma vista perfeita e umas ondas que me assustaram pela violência, rapidez e grandeza. Não pensei em mais nada. Perdi-me com o que os meus olhos estavam a ver. Dei uma volta grande pela praia, apaixonei-me pelos bancos às riscas com vista para o mar e subi até um dos pontos mais altos para apreciar por completo o que Santa Cruz oferece. Pelo meio, encontrei a tal varanda que já falei e que vêem logo na primeira foto. Senti que estava num sonho daqueles meio distorcidos onde tudo é perfeito, e, de repente, lembrei-me de uma das cenas do meu filme preferido, o Inception - onde um dos refúgios da personagem principal é uma praia perfeita. 

O nevoeiro chegou rápido e não vi um pôr do sol muito nítido - ainda assim, consegui ver o dia a morrer por entre as nuvens, que, no entretanto, deixam alguns raios de sol mais fracos passar. Ficou a promessa de lá voltar para ver um fim do dia limpo.