10 de fevereiro de 2017

on the screen | La La Land

Está quase a fazer um mês desde que vi o La La Land e ainda não o consegui superar nem parar de ouvir a soundtrack - acho que isto não me acontecia com um filme já há algum tempo. Antes de o ver, o seu cartaz com um aspeto old hollywood chamou-me a atenção. A partir daí sabia que não podia ignorar este filme. Eu, que adoro os filmes de antigamente e que já sentia falta de ver algo realizado de uma forma mais pura e fora da temática futurista/animação. É, sem dúvida, um filme para os sonhadores, um filme que nos faz lembrar que temos de lutar pelos nossos sonhos. Pensava eu que não gostava assim tanto de musicais quando este apareceu para me fazer mudar de ideias - porque afinal são músicas que ficam na cabeça e não algo saturante. No fundo, é um conjunto de coisas que me fizeram ficar apaixonada: os cenários, as cores, a fotografia, a música, o elenco - cof Ryan Gosling cof -, e a história, apesar de simples.


SPOILER ALERT 

Se estás a começar a ler esta frase e ainda não viste o filme, tens tempo de parar de ler! Avisos feitos, vou aqui confessar o quanto chorei a ver este filme das duas vezes que me decidi torturar - sim, eu sou esse tipo de pessoa que chora com o filme mesmo que já o tenha visto trinta vezes, no shame!
Se da primeira vez que o vi não resisti a deitar umas quantas lágrimas, da segunda, ainda a procissão ia no adro e a meio do filme, quando o Sebastian está a tocar piano na sala de estar e a cantar a City of Stars com a Mia, já estava eu a desidratar e a deitar oceanos pelos olhos só de pensar no final do filme e na nostalgia da vida e das consequências das nossas escolhas. Ao início pensei logo: uma história de amor daquelas impossíveis e clichés que funcionam muito bem e depois alguém morre ou algo do género - assim muito ao estilo de Sparks - e no final do filme as minhas ideias já estavam alteradas e percebi: é um filme sobre escolhas, sonhos e reflexões, daqueles que nos fazem pensar se realmente devíamos ter feito isto ou aquilo de forma diferente. No fundo, a Mia tinha o seu sonho, tal como o Sebastian, porém, eram sonhos incompatíveis. Sinceramente, quem sabe? Poderia ter resultado, eles podiam ter escolhido conciliar os sonhos e a paixão! A Mia volta para um amor que nada lhe dizia e no qual ela não se identificava no início do filme e é nessa altura que percebo que esta personagem mudou, principalmente para alcançar outros objetivos, e talvez tenha sido das coisas que mais me deixou triste no filme. Aquela cena final em que a Mia entra no Seb's com o seu marido e senta-se numa mesa matou-me por dentro, confesso, principalmente porque reparei num detalhe interessante: naquela parte em que passam as imagens de como poderia ter sido a vida deles, há uma cena em que a Mia está com o Sebastian no próprio Seb's e estão os dois agarrados, apaixonados, a ouvir jazz, enquanto que quando o filme volta à cena real da Mia com o marido, os dois estão sentados ao lado um do outro, indiferentes, a ouvir jazz (pronto, o meu coração ficou partido com isto).




Mais uma vez dentro do spoiler alert, e já na parte do soundtrack, fiquei maravilhada com a gradação da felicidade do que se ia ouvindo: começamos com um super feliz Another day of sun para, com o avançar da história, começarmos a ouvir cada vez mais um piano triste - tal como as cores, que no início eram berrantes e se foram ajustando às estações do ano e ao crescimento das personagens. Como fiquei uns quantos dias obcecada a ouvir a soundtrack, acabei por me aperceber de uma coisa na Another day of sun! Na parte I think about that day / I left him at a greyhound station / West of Santa Fé / We were seventeen / But he was sweet and it was true / Still I did what I had to do / 'cause I just knew, foi, basicamente, feita uma preparação, ou melhor, uma pequena amostra do que viria a acontecer no filme! Reparei também na parte: 'cause maybe in that sleepy town / He'll sit one day, the lights are down / He'll see my face and think of how he used to know me, e, a certa altura do filme, o Sebastian passa por um cartaz da cara da Mia de quando ela já era conhecida. Está tudo ligado ou sou eu apenas a fazer teorias malucas?



Aqui não há spoiler, garanto!
Na minha opinião, foi assim que se fez mais um clássico do cinema, e, o melhor de tudo, um clássico ao estilo dos clássicos de antigamente. Podia ter sido um romance banal feito de uma forma banal, mas não foi. Por vezes nem tudo corre como esperamos mas é o custo para outros objetivos e nada como o La La Land para nos relembrar disto.

E vocês, viram o La La Land? Gostaram?

4 comentários:

  1. O meu coração ficou partido com aqueles minutos finais, confesso. É daqueles filmes que acho que nunca vou esquecer porque é tudo tão bom, tão complexo - apesar da história simples - e está tudo interligado que chega a ser mágico! Ainda nem tive coragem para o ver outra vez!

    http://batomebotasdatropa.blogspot.pt/

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  2. Tive de parar ali no spoiler alert, mas quero tanto ver o filme!
    THE PINK ELEPHANT SHOE // INSTAGRAM //

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  3. Quero muito ver esse filme.
    Beijinhos :)
    dailyvlife.blogspot.pt

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  4. Quero imenso ver este filme

    http://retromaggie.blogspot.pt/

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