31 de março de 2020

Hard liquor mixed with a bit of intellect

Quando era mais nova, no meu imaginário, sabia que um dia iria criar uma máquina do tempo. Já que é possível inventar de tudo, nunca me pareceu descabido mexer com o espaço e com o tempo. Seria apenas mais uma engenhoca, no meio de tantas. Isso, ou esperar que um senhor com o cabelo cinzento e despenteado o fizesse, e, pela altura em que fosse mais velha, já estaria pronta para a usar. Essa altura seria, portanto, agora. Mas não aconteceu. Ninguém criou essa tal máquina, nem mesmo quando mais precisamos delas. 

A vida tem-me ensinado que há muita coisa que não consigo mudar, por maior que seja a minha vontade, por maior que seja a necessidade. Fechar os olhos com tanta, tanta, força, que as pestanas chegam a doer - só para os abrir e a realidade ser diferente. 

Dei por mim a olhar para fotografias e a sentir exatamente o que senti no momento em que foram tiradas. Sem querer, descobri ali a minha máquina do tempo - com a excepção de que não foi necessário sair do sítio, nem realmente desafiar leis científicas. Sentada no sofá, olhei para a foto e imaginei-me naquele dia, vivi-o de novo. Dou por mim a fazê-lo vezes sem conta. A ser a heroína que imaginei e precisei, apenas com uma receita tão simples. O saudosismo por vezes é a nossa salvação.


fotografias: Developed Grain 

28 de fevereiro de 2020

o mergulho de Van Gogh

Não sei se sabem, mas mergulhar é uma das minhas ações favoritas. Entre comer, respirar, sentir o sol ou ouvir o mais simples som, encontra-se, também, o mergulhar. Na água ou na arte, o que importa é sentir o toque no corpo. A água pode arrepiar, a arte arrepia e deixa-nos uma sensação duradoura, quer na pele, quer dentro de nós. Entrei, por um bocadinho, no universo do Van Gogh. Já o faço há algum tempo, confesso. A minha primeira experiência com a arte deste homem maravilhoso foi quando era pequenina - sempre me interessei por pintura - e tentei recriar a famosa A Noite Estrelada, sem grande sucesso.  Depois fui deixando que entrasse nas minhas veias, como um veneno lento. Vi o filme "A Paixão de Van Gogh" e também o "No portal da eternidade", que me deixaram ainda mais familiarizada com o pintor e com a sensação de que o teria de salvar e proteger. Ontem, tive a oportunidade de visitar a exposição imersiva, em Belém. Esperava um bocadinho mais, porque idealizei que fosse igual à exposição no resto da Europa, onde existem também projecções no chão e no tecto, dando mesmo a ideia de imersão total. E se é para mergulhar, é para mergulhar. No entanto, passei um bom bocado. É sempre maravilhoso lembrar-me daquilo que mais me inspira. Não vos conto mais, não quero ser spoiler de exposições!


21 de novembro de 2019

lugar comum

A vida é como o sistema solar. Gravitamos à volta do mesmo, vezes sem conta, sem repararmos. Somos puxados para os mesmos sítios, como que um ponto de encontro não combinado. São pequenas migalhas que são deixadas ao longo do caminho e que vamos seguindo de olhos vendados. No nosso cérebro, ficam ideias a levitar, tarefas por acabar, e os sítios, as pessoas que fazem parte desse sistema, dessa galáxia, andam por lá também, e puxam-nos com todas as forças para que, inevitavelmente, orbitemos por lá.


fotografia: Joana César 

10 de outubro de 2019

5 PASSOS QUE FAÇO PARA ME SENTIR MELHOR

Hoje, é o Dia Mundial da Saúde Mental e, por isso mesmo, achei que seria um tema importante de abordar aqui no blogue. Com a renovação do mesmo, quero falar dos mais variados assuntos, e como a saúde está em primeiro lugar, hoje, partilho com vocês os principais passos que tento fazer diariamente para me manter saudável, equilibrada e positiva, visto que sem eles não conseguiria ter motivação, força ou energia para escrever aqui!

Sei que até podem parecer passos simples, mas é aí mesmo que está o truque. Não precisamos de complicar para podermos tornar o nosso dia melhor. Devemos, sim, olhar para o principal no nosso dia a dia. Devemos investir em tudo aquilo que conseguirmos controlar, o mundo já é suficientemente confuso para o tentarmos regular. São pequenas coisas que nos ajudam e que indicam que queremos saber da nossa casa mais bonita e preciosa: a nossa mente. 



COMER BEM 

O passo mais importante de todos para termos um dia bom e tranquilo: comer bem! Comer de uma forma equilibrada, natural e neutra, beber água e mastigar bem. Não sujar o corpo com comida plástica, alterada, industrializada vai fazer imenso a diferença. Estarmos a colocar o combustível certo no nosso veículo é a garantia de que ele vai andar corretamente! Pessoalmente, gosto de comer tudo aquilo que seja natural, dentro de uma panorâmica vegetariana e sem doces - que sabem muito bem, mas fazem muito mal. 


FAZER EXERCÍCIO 

Alguns minutos por dia bastam para fazer a diferença. Quando faço exercício parece que tiro um peso de cima e ajudo a que tudo o que está preso cá dentro saia com mais facilidade. Geralmente, faço assim que acordo, uns 15 minutos - de corrida ou de exercícios que procuro no Youtube. Os resultados são imediatos, limpei o corpo, a mente, o sangue está a correr melhor pelo corpo todo, a respiração fica melhor e, consequentemente, o pensamento mais fluído e leve. 




RESPIRAR FUNDO  

Aquilo que mais fazemos naturalmente deve, nem se seja cinco minutos por dia, ser algo em que investimos para fazer corretamente. Sim, respirar fundo ajuda, e bastante. Hoje em dia, parece que toda a gente respira de uma forma acelerada e descontrolada. Se pararmos durante um bocado e prestarmos atenção à respiração, ao acto de inspirar devagar e expirar, tirando todo o ar de dentro de nós, vamos clarificar um pouco mais a mente e deixar o oxigénio percorrer cada centímetro do nosso corpo.


OUVIR A MINHA MÚSICA FAVORITA 

E com isto, digo Lana Del Rey. É o que mais me ajuda a limpar a mente. Tal como no final do dia adoramos chegar a casa e queremos um porto de abrigo, ouvir a minha música favorita é como que ir a correr para um sítio seguro e que sei que vai ser bom para mim. Está mais do que provado de que a música faz bem à mente. Sendo uma ferramenta tão fácil de utilizar e tão disponível, há que fazer uso da mesma! Acho que não há um dia em que não ouça música e adoro o poder que tem em mim, principalmente quando tudo à volta estiver demasiado confuso - como por exemplo, quando vou nos transportes públicos. 


FAZER AQUILO DE QUE MAIS GOSTO 

Fotografar, passear, ler, visitar museus ou exposições. Qualquer coisa. Fazer algo de que gosto muito, todos os dias, ajuda-me a manter-me equilibrada, focada, saudável e com motivação para fazer mais e mais. De uma ideia, passamos para outra, e, quando damos por nós, estamos num estado de flow em que tudo acontece naturalmente, estamos felizes e nem sequer reparamos.  Pode parecer que é preciso imenso tempo do dia para fazermos aquilo de que mais gostamos, mas se trocarmos o tempo que perdemos numa rede social a fazer scroll por uma das nossas atividades favoritas, vemos que não é assim tão complicado! 



Como podem ver, são coisas super simples mas que para mim fazem a diferença. Às vezes, precisamos de ser relembrados daquilo que nos faz falta ou daquilo que nos faz bem, e foi por isso, maioritariamente, que decidi escrever este post. Sei que pode haver alguém que se esqueceu, que ficou sem direção e que no fundo precisa de uma mão que o puxe para a superfície de novo. O caminho pode parecer difícil, mas as flores também crescem mais quando há chuva! 


You're brighter than the brightest stars

Nas últimas semanas tornei-me num desenho animado que veste sempre a mesma roupa. Apaixonei-me perdidamente por um vestido e por um casaco e usei e abusei antes que o sol se fosse embora. Sou aquele tipo de pessoa que quando gosta muito de uma peça, a repete infinitamente sem me cansar. E acontece que este vestido e este casaco fazem um match demasiado perfeito. Confesso que há muito que queria um vestido deste género - acho que favorece imenso o corpo feminino, seja ele como for. Há qualquer coisa no seu formato que me faz sentir ainda melhor do que já me costumo sentir. 





Vermelho e rosa costuma ser um par controverso, é verdade, mas não tenham medo de arriscar. A moda é assim mesmo, contra as leis e contra o suposto. Se já me acompanham há algum tempo, sabem que é um dos meus pares preferidos no que toca a misturar cores. Acho que resulta bem! 






Os acessórios são todos em tom dourado: a meu ver, é um tom mais feminino e romântico, ideal para looks mais leves. Já o prateado, sempre considerei um tom mais "sério", em comparação com o dourado ou o rose gold, talvez por ser uma cor mais sóbria e cinzenta. 

Os brincos são simples porque o destaque já está todo na zona do peito através dos três colares. Não tem mal usar colar e brinco ao mesmo tempo, se o soubermos fazer e soubermos manter um equilíbrio que seja agradável à vista! 









Ah, estes ténis da Bamburi! Sempre adorei calçar sapatos mais irreverentes e diferentes, e estes são daqueles que fazem qualquer pessoa olhar duas vezes. Com detalhes em rosa, dourado, preto e cinzento, sinto que podia andar com eles todos os dias. São confortáveis e dão a qualquer look um ar mais espacial e avant garde. 




Como ando sempre a inventar formas de mudar as minhas peças de roupa, coloquei um patch da Guess no casaco de ganga preta, de forma a torná-lo diferente por umas horas. É uma boa forma de alterarem a vossa roupa durante um bocado e terem uma peça "diferente" sem terem de fazer um investimento. Um patch ou dois fazem a diferença, basta colocar com um alfinete de bebé!



Vestido: SHEIN  (com o código  65carolina15 tens desconto de 15% em compras superiores a 65eur no site https://eur.shein.com e com o código 59carolina15 tens 15% de desconto em compras superiores a 59usd no site https://www.shein.com

Casaco: SHEIN  

colares: HAPPINESS BOUTIQUE (com o código theheavenrose tens 10% de desconto em compras acima de 19€ até dia 10 de outubro!)

Ténis: Bamburi 

9 de outubro de 2019

THERE'S NOT A ROOM I WALK THAT I DON'T BELONG



Dentro de nós, cabe tudo aquilo que queremos que caiba
O universo
ou uni verso 


Não há nada no nosso caminho que não seja propositado 
Todas as portas que abrimos
Todas as salas onde entramos


E tudo aquilo que é dado 
desafios 
contratempos 
conversas
é dado porque sabemos - sem saber - exatamente o que fazer


E todas as portas que abrimos
Todas as salas onde entramos
Todos os desafios, contratempos, conversas
Expandem com a nossa presença 


Multiverso somos nós



fotografias:  Misto